A esmagadora maioria das resenhas contemporâneas ao trabalho são positivas, recebendo ampla aclamação crítica, em sintonia com seu atemporal sucesso comercial e impacto cultural. Kenneth Tynan, da The Times, descreveu o lançamento como "um momento decisivo na história da sociedade ocidental". Richard Poirier escreveu: "ouvir Sgt. Pepper o faz pensar não somente na história da música popular, mas na história daquele século." A revista Time declarou o LP "uma evolução histórica no progresso da música – qualquer música". Jack Kroll, do Newsweek, classificou o trabalho como "obra-prima", comparando suas letras às obras literárias de Edith Sitwell, Harold Pinter e T. S. Eliot, particularmente "A Day in the Life", ao traçar paralelo com The Waste Land, de Eliot. The New York Times Book Review caracterizou Sgt. Pepper como um prenúncio da "dourada Renascença da Música" e Wilfrid Mellers, do New Statesman, elogiou a elevação da música pop ao nível das belas artes proporcionada pelo disco.
Um dos mais conhecidos críticos musicais estadunidenses, Richard Goldstein, elaborou uma contundente resenha contemporânea no The New York Times na qual ele descreveu Sgt. Pepper como "estragado" e "exala[ando]" "efeitos especiais. Deslumbrante, mas, no fim das contas, fraudulento". De acordo com o jornalista especializado em música Robert Christgau, após a publicação da famigerada resenha, o jornal nova-Iorquino foi "inundado por cartas, muitas abusivas, mas todas em discordância", uma reação que ele credita como "a maior resposta uma crítica de música" na história do periódico. Goldstein publicou uma defesa da sua avaliação, na qual explicou que, embora o álbum não estivesse ao nível do melhores discos anteriores dos Beatles, ele o considerava "melhor que oitenta porcento da música lançada por aí", mas sentiu que, debaixo da produção, quando "as composições são analisadas a partir de sua essência musical e lírica", o LP mostra-se como "uma elaboração sem melhora" no contexto do conjunto de produções da banda. Em sua coluna de 1967 para a revista Esquire, Christgau descreveu Sgt. Pepper como "uma consolidação, mais complexa que Revolver, mas não mais substancial", sugerindo que Goldstein foi "vítima de uma super-antecipação", identificando sua "permissão para que todos os filtros e reverberações e efeitos orquestrais e overdubs o deixassem surdo ao que existe abaixo" como seu erro primário.
Na décima edição do Grammy Award, em 1968, Sgt. Pepper conquistou os prêmios das categorias "Melhor Arte de Capa", "Melhor Engenharia de Som Não Clássico" e "Melhor Álbum Contemporâneo". O disco também recebeu o prêmio de "Álbum do Ano", o primeiro LP de rock a receber a essa honraria.
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