Grupo Os Catedráticos tem álbum
de 1965 relançado por selo inglês
por conta do culto ao samba-jazz
Capa do álbum 'Ataque', do grupo de samba-jazz Os Catedráticos — Foto: Divulgação
Aos 78 anos, o pianista e arranjador carioca Eumir Deodato é um dos músicos brasileiros mais reverenciados no mundo por estar associado à Bossa Nova, especialmente ao samba-jazz desenvolvido por grupos herdeiros das conquistas estéticas da bossa.
Um desses grupos atuantes no universo do samba-jazz ao longo da década de 1960 foi Os Catedráticos, big-band carioca capitaneada por Eumir Deodato (piano, arranjos e regências) com Aurino Ferreira (sax barítono), Edson Maciel (trombone), Geraldinho Vespar (guitarra), Rubens Bassini (congas e pandeiro), Humberto Garin (guiro), Jorginho Arena (congas), Maurílio Santos (trompete), Sergio Barroso (baixo), Walter Rosa (sax tenor) e Wilson das Neves (bateria).
Persistente no exterior, o culto ao samba-jazz dos anos 1960 motivou o selo inglês Far Out Recordings a reeditar neste ano de 2018 o segundo dos cinco álbuns lançados pelos Catedráticos entre 1964 e 1973.
Lançado originalmente em 1965, pela pequena gravadora Equipe, o álbum Ataque ganha edições em CD e em LP programadas para chegar ao mercado fonográfico a partir de 7 de dezembro.
Em Ataque, Os Catedráticos se muniram de músicas então recentes como O sol nascerá (Cartola e Elton Medeiros, 1964), Terra de ninguém (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, 1965) e Tristeza (Nilton de Souza e Haroldo Lobo, 1965) para cair com requinte no samba-jazz. A música-título Ataque (1965) é tema da lavra de Eumir Deodato.

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