VER VERSÃO PARA A WEB

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

THE BEATLES - ABBEY ROAD - 1969


Abbey Road é o 12º álbum de estúdio da banda britânica The Beatles. Foi lançado em 26 de setembro de 1969, e leva o mesmo nome da rua de Londres onde situa-se o estúdio Abbey Road. Foi produzido e orquestrado por George Martin para a Apple Records. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.


Apesar de ter sido o penúltimo álbum lançado pela banda, foi o último a ser gravado. As músicas do último disco lançado pelos Beatles, Let It Be, foram gravadas alguns meses antes das sessões que deram origem a Abbey Road. O álbum é considerado um dos melhores do grupo e parecia que os momentos de turbulências tinham passado e tudo havia voltado ao normal entre eles, mas na verdade o maior problema da banda começou a esquentar: Guerra de poderes. Após a morte de Brian Epstein, Paul McCartney sugeriu que Lee Eastman, advogado de sucesso e pai de Linda Eastman, tomasse conta dos negócios, mas os outros Beatles, desconfiando e visando a uma proteção maior ao legado de todos, sugeriram que Allen Klein, (que era promotor dos Stones e já vinha tentando "roubar" os Beatles de Epstein havia muito tempo), seria a melhor opção pelo seu jeito convicto de "homem das ruas". McCartney não concordou por acreditar ser absurdo pagar 15% de todos os lucros para Klein. Após a separação da banda, Eastman foi advogado da carreira solo de Paul e Allen Klein foi à justiça por ter roubado uma média de cinco milhões dos Beatles. Os demais Beatles mantiveram contrato com Klein até 1977.

George Martin produziu e orquestrou o disco junto com Geoff Emerick como engenheiro de som, Alan Parsons como assistente de som e Tony Banks como operador de fitas. Martin considera Abbey Road o melhor disco que os Beatles fizeram. E não é por menos: ele é o mais bem acabado de todos e um dos mais cuidadosamente produzidos (comparável somente a Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band). Sua estrutura foi bastante pensada e discutida, e as visões discordantes dos integrantes da banda só contribuíram para a riqueza da criação final.

Também foi em Abbey Road que George Harrison se firmou como um compositor de primeira linha. Após anos vivendo sob a sombra de John Lennon e McCartney, ele finalmente emplacou dois grandes sucessos com este álbum: "Here Comes the Sun" e "Something". Ambas as canções foram regravadas incessantemente ao longo dos anos, sendo que Something chegou a ser apontada pela revista Time como "a melhor música do disco" e como a segunda música mais interpretada no mundo, atrás somente de "Yesterday", também dos Beatles.

Este disco foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época. Um deles foi o sintetizador Moog, que começava a ser utilizado em maior escala dentro do rock. Ele possibilitava que virtualmente qualquer som fosse gerado eletronicamente. O Moog pode ser notado claramente em músicas como "Here Comes the Sun", "Maxwell's Silver Hammer" e "Because". Este foi o primeiro álbum dos Beatles a ser lançado somente em estéreo, e não em mono, como era de costume até então. Por seu trabalho em Abbey Road, os engenheiros de som Geoff Emerick e Phillip McDonald ganharam o Grammy.


Faixas:

Todas as canções escritas por Lennon/McCartney, exceto as indicadas:

Lado A:

N.º Título                                                         Duração
1. "Come Together"                                              4:20
2. "Something" (Harrison)                                     3:03
3. "Maxwell's Silver Hammer"                             3:27
4. "Oh! Darling"                                                      3:26
5. "Octopus's Garden" (Starkey)                             2:51
6. "I Want You (She's So Heavy)"                      7:47

Lado B:

N.º Título                                                         Duração
1. "Here Comes the Sun" (Harrison)                     3:05
2. "Because"                                                      2:45
3. "You Never Give Me Your Money"                      4:02
4. "Sun King"                                                      2:26
5. "Mean Mr. Mustard"                                     1:06
6. "Polythene Pam"                                               1:12
7. "She Came in Through the Bathroom Window"  1:57
8. "Golden Slumbers"                                      1:31
9. "Carry That Weight"                                      1:36
10. "The End"                                                       2:05
11. "Her Majesty"                                               0:23


Origens:

Após as desastrosas sessões de gravação do álbum então chamado de "Get Back" (mais tarde intitulado "Let It Be" para publicação), Paul McCartney sugeriu ao produtor George Martin que os Beatles se reunissem e fizessem um álbum "como nos velhos tempos… como a gente fazia antes", gravado ao vivo, sem overdubs e, logicamente, livres dos conflitos que começaram com as sessões do Álbum Branco. Martin pensou, levou em consideração o acontecido de ter sido produtor secundário do álbum Get Back e aceitou, mas com a condição que a banda se comportasse "como nos velhos tempos", e ele seria tratado como o "produtor dos velhos tempos" também. Queria o consentimento de Lennon, que aceitou a oferta, pois os membros da banda já a muito ansiavam compor e gravar. Porém algumas faixas como "Something" e "Golden Slumbers/Carry That Weight/The End" seguiram o estilo do Álbum Branco, de gravar individualmente. Mas o resultado final acabou sendo este grande álbum, considerado por muitos críticos como o melhor da banda, e segundo a revista Rolling Stone o 14° melhor álbum de todos os tempos.

Quando foi gravado na época do vinil, o álbum tinha dois lados bem distintos entre si, a fim de agradar tanto a Paul McCartney como a John Lennon individualmente. O lado A, que ia de "Come Together" a "I Want You", foi feito para agradar a Lennon. É uma coleção de faixas individuais, enquanto que o lado B (para agradar a McCartney) contém uma longa coletânea de curtas composições que seguem sem interrupção. A sequência de juntar músicas inacabadas criadas por McCartney e Lennon em um enorme pout-pourri foi ideia de Paul, constituindo-se numa espécie de ópera dentro do disco. No entanto, diferente de Sgt. Pepper's, considerar Abbey Road um disco conceitual é um engano. "É um bom disco de Rock&roll", disse Harrison.


Sobre as músicas:

Come Together:

A música que abre Abbey Road é uma das marcas registradas de John Lennon. Foi feita a pedido do guru do LSD, Timothy Leary, que concorreria a governador da Califórnia e tinha como tema da sua campanha a frase: "Let's Get It Together" ou "Vamos Pra Frente Juntos". A inspiração política não veio, mas Lennon terminou a música e a incluiu no disco. A "luz" veio de uma canção de Chuck Berry, "You Can't Catch Me", da qual Lennon copiou inclusive parte de um verso. Anos depois, Lennon admitiu a "influência" de Berry e foi levado à Justiça, mas a ação acabou em um acordo. No decorrer da canção, Lennon faz um barulho com a boca, uma espécie de "chuuunc!", que na verdade ele quer dizer "shoot me", algo como "atire em mim", ou "injete em mim" (uma gíria para o uso de heroína). Paul McCartney não gostava desse trecho por acreditar que teriam problemas com a Justiça, ou mesmo com os fãs e sabendo que Lennon não retiraria, ele decidiu tocar seu baixo tão forte e alto de maneira que cobrisse a fala. Lennon não queria guitarra nessa música, mas McCartney achou que sem base e só no piano, o som ficaria vazio. Também deu uma ideia do solo que acabou entrando. George Martin escreveu numa nota do disco LOVE que "Come Together" é sua música favorita da carreira dos Beatles.

Something:

Escrita por George Harrison para sua esposa na época, Pattie Boyd. Foi escrita durante o White Álbum, e a primeira estrofe foi baseada na música "Something in the Way She Moves" de James Taylor, assinado pela Apple na época. Refinada durante as filmagens de Let It Be, (é possível ver Lennon dando umas dicas de composição para Harrison) a música foi oferecida para Joe Cocker, mas acabaram voltando atrás e gravando a canção. Primeira música de Harrison a ser lado A de um single, "Something" foi regravada por Frank Sinatra. McCartney cantou essa música com Eric Clapton no Concert for George em 29 de novembro de 2002, um ano após sua morte.

Maxwell's Silver Hammer:

Perguntado a Ringo Starr posteriormente qual foi o pior momento ao lado dos Beatles, Starr respondeu: 'Sem dúvida, as gravações de "Maxwell's Silver Hammer"'. Também não é para menos: Levaram três dias inteiros para gravar, inclusive com Lennon desistindo de participar dizendo que "era mais uma ideia estapafúrdia de Paul", Harrison teve que reprisar o solo muitas vezes e acabou cansando também e Starr odiava a ideia de ter que tocar bateria sem bater na caixa, com a baqueta batendo na coxa para marcar o tempo (só no refrão ele toca normalmente). McCartney argumentava que apenas queria "tudo dando certo", ou seja, "tudo do seu jeito". Apesar da melodia agradável, "Maxwell's Silver Hammer" conta, através de versos cheios de humor negro, a história de um maníaco homicida chamado Maxwell, que com seu martelo de prata sai matando todos por aí. McCartney estava convencido de que ela seria um sucesso, o que acabou não ocorrendo.

Oh! Darling:

Esta canção de McCartney é mais uma brincadeira ao estilo dos anos 50 do que uma composição a ser levada a sério. Toda a banda parece se divertir, e a qualidade dos Beatles como músicos fizeram de "Oh! Darling" um número famoso. Para poder realizar o vocal gritado e rasgado que caracteriza a música, McCartney realizava apenas um trecho da gravação dela por dia, no início da manhã, para que sua voz tivesse o tom e a força necessária. Lennon dizia durante as gravações que ele deveria fazer essa parte por ser mais seu estilo de voz. No álbum Anthology 3 é possível ver uma versão em que Lennon canta esse trecho e no final alguns trechos dele comemorando a notícia do divórcio de Yoko do seu primeiro marido.

Octopus's Garden:

Segunda colaboração de Ringo Starr para a banda como compositor (a primeira havia sido "Don't Pass Me By", do Álbum Branco). Foi inspirado numa viagem à ilha italiana da Sardenha durante as férias do último disco, quando se deparou com uma excursão turística que falava sobre a vida dos polvos. A guia turística explicava que os polvos para se protegerem, juntavam pedras coloridas em frente às suas tocas criando uma espécie de jardim, assim sendo: "Octopus’s Garden" ou "Jardim dos Polvos". Harrison ajudou Starr na composição (essa cena pode ser vista no filme Let It Be), porém deu total crédito a Starr. Além disso Harrison colaborou com Starr nas suas músicas a solo "Photograph", e "It Don't Come Easy". A letra simples que lembra temas infantis, a simpatia de Starr e a competência dos outros Beatles em acompanhá-lo tornaram "Octopus's Garden" um número muito querido entre os fãs ao longo dos anos. Embora o baterista já tivesse tido duas músicas cantadas por ele nas listas de sucesso ("Yellow Submarine" e "With a Little Help from My Friends"), essa foi a primeira e única vez que Starr faria sucesso com uma composição sua nos Beatles. Nalguns shows dos Oasis, Noel Gallagher cantava essa música no final da canção "Whatever".

I Want You (She's So Heavy):

A composição menos convencional de John Lennon em Abbey Road. Uma das músicas mais longas dos Beatles (com 7 minutos e 47 segundos), é formada por duas melodias inacabadas, unidas em uma só canção, sendo a primeira ensaiada durante as sessões de "Get Back" em fevereiro de 1969 com Billy Preston nos teclados, e a segunda durante as sessões de Abbey Road, com a duração de mais de 8 minutos (editada depois). Teoricamente esta é uma canção de amor, mas a fúria e a levada de Blues levam "I Want You" para o contraponto de "She’s So Heavy". Muitos críticos a consideram como uma música de rock progressivo, por sua estrutura, o "solo falado" e a duração. Foi usado o sintetizador Moog durante a canção e no final, para o efeito "vento". Foi pedido por Lennon ao engenheiro Geoff Emerick que "cortasse exatamente aqui" na marca de 7:44, criando um silêncio abrupto editado para o final do lado A. Outra versão é de que o rolo de fita teria acabado mesmo, durante a gravação. Nessa data, 20 de agosto de 1969, durante as finalizações dessa música, foi a última vez em que todos os Beatles estiveram juntos, tocando em um estúdio. Existe um bootleg com Paul cantando essa canção.

Here Comes the Sun:

Este é outro grande sucesso de George Harrison em Abbey Road, regravado inúmeras vezes ao longo dos anos por artistas como Peter Tosh e Richie Havens. O clima cheio de otimismo desta música tem uma explicação, que ele deu em entrevista uma vez: "Escrevi essa música na época em que a Apple parecia uma escola: Assine isto, assine aquilo… Parecia que o inverno na Apple duraria para sempre, então um dia tirei folga pra ir a casa de Eric Clapton e o alívio de estar naquele jardim ensolarado era tão maravilhoso que peguei o violão de Eric e escrevi "Here Comes The Sun". Foi inspirada na música "Badge" do Cream (banda de Clapton) e pode-se notar a presença forte do sintetizador Moog, muito usado em Abbey Road. Contou apenas com George, Ringo e Paul, pois John estava se recuperando de um acidente de carro. A banda gravou as "palmas" e George e Paul gravaram os "backing vocals" muitas vezes para sobrepor o som. Com um capotraste na 7ª casa do violão, foi possível deixar o riff num Lá maior e com a mesma estrutura de "If I Needed Someone" com o padrão de frases repetidas ao longo da canção. Joe Brown cantou essa música em "Concert for George."

Because:

Foi usado o sintetizador Moog por Harrison na introdução de guitarra e foi inspirada no "Moonlight Sonata" de Ludwig van Beethoven, que Yoko tocava enquanto Lennon pedia para tocar de trás para frente (John sempre pedia isso). Cada vocal foi gravado em cada linha de microfone e sobreposto 3 vezes cada, totalizando 9 vozes. Enquanto gravavam os Beatles exigiram a presença de Ringo na sala de estúdio, mesmo sem participar, apenas para "dividir aquele momento de harmonia" segundo o engenheiro de som Geoff Emerick. As versões solo dos vocais podem ser ouvidas no disco Anthology 3. "Because" é interpretada por Elliott Smith e está na trilha sonora dos créditos finais de Beleza Americana (1999), filme de Sam Mendes.

You Never Give Me Your Money:

Aqui começa a grande obra de Abbey Road, o pout-pourri formado pelas canções inacabadas de John Lennon e Paul McCartney. Esta foi criada por Paul e divide-se, na verdade, em três cançonetas distintas: Em "You Never Give Me Your Money", a música em estilo clássico e a letra pessimista, mal disfarça sua insatisfação com os rumos da banda, principalmente os financeiros - culpando seu agente na época, Allen Klein. Ele dizia: "Ele só nos dava papéis e mais papéis e quando perguntávamos sobre dinheiro e a situação da Apple ele desconversava dizendo que éramos músicos e não homens de negócios". Logo em seguida entra "Magic Feeling", com a voz de Paul lembrando cantores dos anos 50 e fala sobre estar desempregado e sem perspectivas de futuro, algo que remete em suas próprias situações: "But all that magic feeling/Nowhere to go" traduzindo: "Todo aquele sentimento mágico/Não há lugar para ir". As vozes referenciais de "Because" e "Sun King" entram aqui também. Em seguida vem "One Sweet Dream", que descreve um sonho dourado, algo como a volta por cima: "One sweet dream/Pick up the bags and get in the limousine" ou "Um doce sonho/Pegue suas malas e entre na limousine" nessa parte da canção, George usa arpejos similares aos de "Here Comes The Sun" com um "amplificador Leslie" o que registra essa espécie de guitarra que mais tarde se tornaria sinônimo do "estilo Harrison". E para finalizar, com um baixo inspirado e sons de grilos e outros bichos no final, uma frase com rima, onde os Beatles contam até sete e dizem que "todas as crianças boazinhas vão para o céu", emendando com a próxima, "Sun King". Alguns trechos dessa canção voltam na música "Carry That Weight."

Sun King:

Música escrita por Lennon cujo nome original da canção era "Here Comes The Sun King", mas foi encurtado para "Sun King" a fim de evitar confusões com a música de Harrison "Here Comes The Sun". Com um vocal triplo não tão elaborado como "Because" a música utiliza em seu meio alguma palavras em Inglês, Espanhol, Italiano e Português. Segundo Lennon: "Começamos a brincar de falar outras línguas e simplesmente misturamos tudo! Paul sabia um pouco de espanhol que aprendeu no colégio, inventamos algumas palavras sem sentido e o restante tiramos de jornais. "Los Paranoias", por exemplo, era uma notícia sobre a gente". Outro ponto interessante nessa música foi o efeito "cross-channel movement" que consistia em mudar o som de um canal para o outro (direita para esquerda e ao contrário, simultaneamente). Em entrevista de 1987, George disse que, para o timbre da guitarra, se inspirou em "Albatross" da banda Fleetwood Mac com o reverb, "Na época eu disse, vamos fazer igual o Fleetwood Mac com reverb… Não ficou muito parecido mas foi o ponto de origem".

Mean Mr. Mustard e Polythene Pam:

Ambas as músicas são de John Lennon, compostas durante a viagem à Índia em 1968. "Mean Mr. Mustard" foi baseada num fato real descrito por um jornal sobre um homem miserável que escondia dinheiro onde podia para que as pessoas não o forçassem a gastá-lo. Ele não se inspirou muito para escrever e obviamente descreveu no Anthology, anos depois como "um lixo escrito num pedaço de papel na Índia". Foi encontrada uma versão "demo" gravada na casa de Harrison em Esher que aparece no Anthology 3, onde é possível saber que o nome da irmã de Mustard era Shirley que foi mudado para Pam pela oportunidade de associar com a música seguinte: "Polythene Pam". Para compor "Polythene Pam", Lennon se inspirou no encontro que tivera anos antes com um amigo poeta de Liverpool, Royston Ellis (descrito por John na famosa entrevista pela Playboy em 1980, como "o homem que introduziu os Beatles nas drogas.") e sua namorada Stephanie. Na ocasião, ela estava vestida com uma roupa de polietileno. Há também a história sobre Pat Hodgett, fã dos tempos do Cavern que costumava comer polietileno e era conhecido como Polythene Pat. Esta é a terceira música do medley seguida por "She Came in Through the Bathroom Window."

She Came in Through the Bathroom Window:

Esta música composta por Paul McCartney faz parte da última canção do primeiro medley. No começo da emenda, John Lennon diz, "Please, come out now. (risos) Oh, look out!" Então alguém diz "You should…" que é cortado pela entrada da música. Mike Pinder, da banda de Rock progressivo e psicodélico The Moody Blues, conta no DVD The Classic Artists Series: The Moody Blues, lançado em 2006, que contou a Paul uma história de uma groupie que entrou pela janela do banheiro de Ray Thomas (outro membro da banda) e passou a noite com ele. Paul ouvindo o conto com sua guitarra na mão, em seguida disparou: "Ela entrou pela janela do banheiro…". Paul gravou a guitarra solo enquanto George Harrison gravou o baixo. Levaram 39 takes para gravar a guitarra base e a bateria, e essa canção do medley demorou quase 2 dias para ficar pronta.

Golden Slumbers e Carry That Weight:

Estas são duas das mais conhecidas músicas de McCartney em Abbey Road. A primeira foi criada após o beatle ter visto em um livro de sua meia-irmã Ruth um poema de Thomas Dekker, do século XVII, em formato de canção de ninar. Paul disse: "Pensei que eram muito tranquilizadores, uma antiga canção de ninar, mas não conseguia ler a melodia na partitura. Então peguei os versos e coloquei minha música neles." Ele também tentou atingir sua voz num ponto alto como se fosse uma ópera, porque era um tema muito épico. Na música seguinte, "Carry That Weight", Paul aproveita para voltar a trocar farpas com os Beatles e com Allen Klein: "Boy, your gonna carry that weight/ for a long time" ou "Rapaz, você vai carregar esse peso/por um bom tempo". Paul poderia estar cantando para Lennon, algo como "se você deixar a banda, você vai carregar esse peso por muito tempo" ou para si próprio que tentou ser o gerente da banda após a morte de Epstein. No filme "Imagine" de John Lennon, ele diz: "Paul estava cantando sobre todos nós". No meio dela ele introduz trechos de "You Never Give Me Your Money", com a letra diferente. Paul toca piano e guitarra, George toca baixo e guitarra e Ringo bateria. John não participou desse medley (apenas gravou os backings posteriormente, com os quatro juntos, uma raridade em suas canções) devido a um acidente de carro com Yoko e seu filho Julian. Uma orquestra foi adicionada após as gravações. Essa música é a terceira parte do segundo medley e conta com a próxima música "The End."

The End:

O título desta música de Paul McCartney diz tudo: ela não só fecha o disco, mas também a carreira dos Beatles antes da separação. Foi a última canção a ser gravada pelos quatro Beatles e a última canção do medley. Lennon disse na entrevista da Playboy: "Aquilo é Paul McCartney. A frase final carrega uma filosofia cósmica que prova que quando Paul quer algo, ele consegue." Ringo faz o único solo de bateria em toda sua carreira. Paul dividiu o solo de guitarra em 3 partes e deu para George e John tocarem uma parte fazendo assim uma sobreposição de solos. "The End", antes chamada de "Ending" era para ser a última música do disco, mas "Her Majesty" acabou entrando no álbum. Essa sequência está presente até hoje nos shows de Paul McCartney e a frase final ecoará para sempre como o epitáfio da banda na história da música: "And in the end/The love you take/Is equal to the love you make" ou "E no final/O amor que você recebe/ É igual ao amor/Que você faz."

Her Majesty:

Esta é a "faixa escondida" de Abbey Road. Ela surge após um silêncio de 14 segundos, no fim de "The End", e dura apenas 23 segundos, com Paul cantando acompanhado do violão. Originalmente ela estava entre as músicas "Mean Mr. Mustard" e "Polythene Pam" (O primeiro acorde da faixa é na verdade a última nota de "Mean Mr. Mustard", e a música acaba abruptamente porque ela emendaria com o primeiro acorde de "Polythene Pam"), mas como Paul não gostou da posição original da música, e pediu para o engenheiro de som John Kurlander, para retirar e destruí-la, porém era norma da EMI nunca jogar fora nem destruir nada dos Beatles. Então ele adicionou a música para frente do final do disco para separá-la e esperar por uma futura aprovação o que acabou acontecendo. Paul disse mais tarde: "Foi um acidente, coisa típica dos Beatles". O estilo "dedilhado" foi tirado da música "They’re Red Hot" de Robert Johnson, que influenciou outros guitarristas como Eric Clapton e Keith Richards. Foi criada por Paul após os Beatles terem recebido os títulos de Membros do Império Britânico (MBE) das mãos de Elizabeth II, em 1965. Na primeira edição do disco, ela não foi creditada na capa do LP (vinil), apesar de vir creditada no selo do disco vinil.

Capa:

A famosa fotografia da capa do álbum foi tirada do lado de fora dos estúdios Abbey Road em 8 de agosto de 1969 por Iain Macmillan. A sessão de fotos durou dez minutos. John, sempre muito apressado, só queria "tirar a foto e sair logo dali, deveríamos estar gravando o disco e não posando pra fotos idiotas". Detalhe: a ideia da foto foi de Paul McCartney. Foram feitas seis fotos. Paul McCartney escolheu a que achou melhor. A foto foi objeto de rumores e teorias de que Paul estaria morto, vítima de um acidente de carro em 1966. Apesar de ter sido apenas uma brincadeira e puro marketing do grupo, a lenda ainda é assunto de alguns beatlemaníacos. Na capa do LP, os Beatles estão a atravessar a rua numa faixa de segurança a poucos metros do Estúdio Abbey Road, e ficou marcada para sempre para muitas pessoas.

A foto conteria supostas "pistas" que dariam força ao rumor de que Paul estava morto: Paul está descalço (segundo ele, naquele dia fazia muito calor, e ele não estava aguentando ficar com nada nos pés), fora de passo com os outros, está de olhos fechados, tem o cigarro na mão direita, apesar de ser canhoto, e a placa do fusca (em inglês, beetle) estacionado é "LMW", referindo-se às iniciais de Linda McCartney Widow ("Linda McCartney Viúva") e, abaixo, o "281F", supostamente referindo-se ao fato de que McCartney teria 28 anos se (if, em inglês) estivesse vivo (o I em "28IF" é realmente um "1", mas isso é difícil de se ver na capa. Um contra-argumento é que Paul tinha somente 27 anos no momento da publicação de Abbey Road, embora alguns interpretem isso como que ele teria um dia 28 anos se ele estivesse vivo.). Os quatro Beatles na capa, segundo o mito "Paul está morto", representariam o padre (John, cabelos compridos e barba, vestido de branco), o responsável pelo funeral (Ringo, em um terno preto), o cadáver (Paul, em um terno, mas descalço - como um corpo em um caixão), e o coveiro (George, em jeans e uma camisa de trabalho de denim). Além disso, há um outro carro estacionado, de cor preta, de um modelo usado para funerais e eles andam em direção a um cemitério próximo a Abbey Road. Notem também que, atrás do Paul, tem um carro como se estivesse passando pelo mesmo lugar que ele está. Outra suposta pista seria que, na contracapa do álbum, ao lado esquerdo da palavra Beatles, haveria 8 pontos formando o número 3 (sendo, então, "3 Beatles"). O homem de pé na calçada, à direita, é Paul Cole, um turista dos Estados Unidos que só se deu conta que estava sendo fotografado quando viu a capa do álbum meses depois.


"Come Together" é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada a dupla Lennon/McCartney, e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início em 21 de julho de 1969, e foi concluída em 7 de agosto de 1969. Dura 4’20”.

Foi lançada em 6 de outubro de 1969, nos Estados Unidos, como lado B do compacto simples que tinha "Something" de George Harrison como lado A. Com este formato, foi lançada também ao redor do mundo, inclusive no Brasil.

John Lennon escreveu esta música para Timothy Leary, baseado no slogan da campanha deste para o governo da Califórnia em 1969 (Come Together, Join the Party). Tem influências da música "You Can't Catch Me", do Chuck Berry. A letra é nonsense, sujeita a interpretações diversas.

O início desta gravação marca a volta do engenheiro de som Geoff Emerick ao trabalho com os Beatles. Ele havia abandonado o quarteto no dia 16 de julho de 1968 por não suportar o clima pesado que pairava sobre as sessões de gravação na época.

Créditos
John Lennon - vocais principais e de apoio, guitarra rítmica, piano elétrico e palmas
Paul McCartney - vocal de apoio e baixo
George Harrison - guitarra solo
Ringo Starr - bateria e maracas
Regravações
O cantor e compositor americano Michael Jackson regravou a canção para seu álbum HIStory: Past, Present and Future, Book I (1995), após se tornar dono do catálogo com os direitos de todas as musicas dos Beatles. O clipe da música regravada por Michael pode ser vista no final de seu filme chamado Moonwalker.

A banda britânica Arctic Monkeys apresentou a musica durante a Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012.

O cantor britânico Joe Cocker cantou essa música no filme Across The Universe, de 2007.

Versão Aerosmith

A banda de hard rock norte-americana Aerosmith fez um dos primeiros e mais famosos covers de Come Together. Foi gravada em 1978 e aparece na trilha sonora do filme Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, no qual a banda também apareceu. O single foi um sucesso imediato e alcançou a posição de número 23 na Billboard Hot 100, seguindo na linha de singles do Aerosmith que entraram no Top 40 durante os anos 70. Contudo, foi o último single da banda a entrar neste Top 40 durante quase uma década.

Uma demo rara do single foi lançada antes do álbum Live! Bootleg. O cover também integrou a coletânea Aerosmith's Greatest Hits, lançada em 1980. A partir de então, a música apareceu em diversos álbuns ao vivo e coletâneas da banda, além de fazer parte da trilha sonora do filme Armageddon, a qual todas as músicas são do Aerosmith. Esta versão ainda é frequentemente ouvida em rádios e estações de Rock e a banda ainda toca o cover ao vivo.


"Something" é uma canção gravada pela banda britânica de rock The Beatles. Foi lançada pela Apple Records como single do álbum Abbey Road, em outubro de 1969. Escrita pelo vocalista e guitarrista George Harrison, foi a primeira composição do integrante a ter sido lançada como single pela banda e, junto com sua outra contribuição para o álbum, "Here Comes the Sun", é visto por historiadores da música como o início da ascensão de Harrison como compositor ao nível de Paul McCartney e John Lennon, que exerciam grande influência no repertório do grupo.

Duas semanas após o lançamento do álbum, a música foi lançada como um single de lado A duplo, junto com "Come Together", tornando-se a primeira composição de Harrison a ser lançada como "lado A". Foi a primeira vez no Reino Unido que a banda lançou um single contendo faixas já disponíveis em um álbum. Embora seu desempenho comercial tenha sido afetado por isso, a canção liderou a Billboard Hot 100 nos Estados Unidos, bem como as paradas na Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Alemanha Ocidental, além de alcançar a posição número 4 no Reino Unido.

"Something" é frequentemente considerada uma canção de amor para Pattie Boyd, a primeira esposa de Harrison, embora ele tenha dado fontes alternativas de inspiração em entrevistas posteriores. Devido à dificuldade que o mesmo enfrentou para colocar mais de duas de suas composições em cada álbum dos Beatles, Harrison primeiro ofereceu a música a Joe Cocker. Gravada pelos Beatles, a faixa apresenta um solo de guitarra que vários críticos musicais identificam entre as melhores interpretações de Harrison. A música também atraiu elogios dos outros Beatles e de seu produtor, George Martin, com Lennon afirmando que era a melhor música de Abbey Road. O filme promocional do single combinou imagens de cada um dos Beatles com suas respectivas esposas, refletindo o afastamento da banda durante os meses que antecederam sua separação em abril de 1970. Harrison posteriormente cantou a música em seus shows no Concerto para Bangladesh em 1971 e ao longo das duas turnês que fez como artista solo.

Ao longo dos anos, "Something" se tornou a segunda canção dos Beatles mais regravada da história - com covers de mais de 150 artistas, como Frank Sinatra, Elvis Presley, Ray Charles e James Brown - estando atrás apenas de "Yesterday". Após a morte de Harrison em 2001, Eric Clapton e McCartney cantaram a música no Concert for George. Desde então, Paul McCartney toca-a em seus shows, com uma versão lançada em Back in the U.S. (2002).

Antecedentes e inspiração

George Harrison começou a escrever "Something" em setembro de 1968, durante uma sessão de gravação do álbum duplo autointitulado dos Beatles, também conhecido como "O Álbum Branco". Em sua autobiografia, I, Me, Mine, ele se lembra de trabalhar na melodia da canção em um piano, ao mesmo tempo em que Paul McCartney gravava overdubs em um estúdio ao lado no Abbey Road Studios, em Londres. Por acreditar que a melodia em que estava trabalhando veio a ele muito facilmente, podendo ser fruto de uma outra canção, Harrison suspendeu seus trabalhos.

A letra de abertura foi tirada do título de "Something in the Way She Moves", uma canção de James Taylor, companheiro de Harrison e artista da Apple Records. Enquanto Harrison imaginava uma composição no estilo de Ray Charles, sua inspiração para "Something" foi sua esposa, Pattie Boyd. Em sua autobiografia de 2007, Wonderful Today, Boyd relembra: "Ele me disse, de uma forma prática, que a havia escrito para mim. Eu a achei linda". Ela, ainda, discute a popularidade da música entre outras gravações de artistas e conclui: "Minha [versão] favorita é a de George Harrison, a que ele tocou para mim na cozinha de Kinfauns."

Tendo começado a compor canções de amor ambíguas, que podem ter sido escritas tanto para sua amada quanto para seu Deus, como "Long, Long, Long", do Álbum Branco, Harrison posteriormente citou fontes alternativas para sua inspiração a compor "Something". No início de 1969, de acordo com o autor Joshua Greene, Harrison disse a seus amigos do Movimento Hare Krishna que a música era sobre a divindade hindu Krishna; em uma entrevista à Rolling Stone em 1976, ele disse sobre sua inspiração para escrever canções de amor: "todo amor é parte de um amor universal. Quando você ama uma mulher, você vê Deus nela". Em 1996, Harrison negou ter escrito "Something" para Boyd. Naquele mesmo ano, ele disse a um jornalista musical que "todo mundo presumiu que eu escrevi para Pattie por causa do filme promocional que acompanha o lançamento da gravação dos Beatles, que mostrava o casal junto".


Maxwell's Silver Hammer é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início no dia 9 de julho de 1969, e concluída em 25 de agosto de 1969. Dura 3 min e 27 s. A letra da música se trata inicialmente sobre um jovem chamado Maxwell que tem tendências homicidas.

Origem
Segundo McCartney, é a analogia para as vicissitudes da vida. Quando as coisas vão indo bem e aí vem o martelo prata de Maxwell e "Bang! Bang!", põe tudo a perder. A letra é bastante curiosa e o fato da cor do martelo ser prata McCartney não soube explicar. Ele achou que soaria melhor "martelo prata de Maxwell" do que somente "martelo de Maxwell". Para muitos, é o tipo de música que ou você gosta ou você odeia. Conforme entrevistas posteriores, John Lennon declarou que odiava a canção.[carece de fontes]

A gravação
A canção foi criada para o álbum The Beatles (álbum branco) em outubro de 1968, porém não gravada. Ensaiada em janeiro de 1969 no Twickenham Film Studios, conforme pode ser visto no filme Let It Be, sua gravação teve início no dia 9 de julho de 1969. No dia 14 de agosto foi mixada para estéreo e no dia 25 de agosto de 1969 editada para a fita master.

Os músicos
Paul McCartney - vocal principal, vocal de apoio, guitarras, piano e sintetizador Moog.
George Harrison - vocal de apoio, baixo de 6 cordas, guitarra e violão.
Ringo Starr - vocal de apoio, bateria.
Mal Evans - Bigorna (som do "martelo prata de Maxwell")
George Martin - órgão Hammond.
John Lennon não estava presente.


"Oh! Darling" é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início no dia 20 de abril de 1969, e concluída em 11 de agosto de 1969.

Histórico
Paul McCartney desejava criar uma balada de rock'n'roll "anos 50". Deveria ser algo semelhante aos vocais de "Kansas City" e "Long Tall Sally" e parecido, segundo depoimento posterior dele, à voz de alguém que estivesse há uma semana cantando ao vivo. Para gravar o vocal desta canção ele foi durante alguns dias de madrugada aos estúdios Abbey Road, quando não havia nenhum outro beatle por lá, até conseguir o efeito que queria em sua voz. Ele acreditava que as primeiras horas do dia eram melhores para um canto alto, forte e agudo.

Letra
É uma canção de amor. Nela o cantor pede a amada que acredite nele, nunca o abandone pois não lhe fará nenhum mal ("Oh! Darling, please believe me, I'll never do you no harm"). Quando a um tempo atrás ela disse que não precisava dele, ele quase se acabou ("When you told me, you didn't need me anymore...I nearly broke down and cried"). Portanto, que não o deixe, senão ele não aguentará ("Oh! Darling, if you leave me, I'll never make it alone").

Versão dos Beatles
A versão dos Beatles não foi lançada como single, mas, mesmo assim, é uma das músicas mais conhecidas da banda.

Gravação
A gravação teve início no dia 20 de abril com 26 tomadas. Neste dia, fora o vocal de McCartney, a participação dos outros beatles foi completada. Para gravar o vocal McCartney realizou sessões nos dias 17, 18, 22 e 23 de julho. A gravação de 23 de julho foi a que agradou a McCartney. Mais alguns ajustes e "overdubs" foram realizados no dia 8 de agosto e no dia 11 de agosto a gravação estava concluída.

No CD Anthology 3 há uma gravação de um ensaio desta canção realizada no dia 27 de janeiro de 1969. Esta música estava nos planos de fazer parte do frustrado projeto "Get Back". Neste ensaio, Billy Preston participa tocando piano.

Músicos
Paul McCartney: vocal principal e Piano
John Lennon: vocalização e Guitarra Base
George Harrison: Baixo e vocalização
Ringo Starr: bateria
Billy Preston: sintetizador (na versão do Anthology 3)
Versão de Robin Gibb
"Oh! Darling"
Single de Robin Gibb
do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
Lado B She's Leaving Home (com os Bee Gees)
Lançamento Julho de 1978
Formato(s) 7"
Gravação Setembro de 1977
Gênero(s) Balada, Rock
Duração 3:29
Gravadora(s) RSO Records
Composição Lennon/McCartney
Produção George Martin
Cronologia de singles de Robin Gibb

"August October"
(1970)
"Help Me!" (com Marcy Levy
(1980)

Em 1978, Robin Gibb, vocalista dos Bee Gees, participou de um filme-tributo aos Beatles chamado Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. O filme foi um fracasso nas bilheterias, mas a trilha sonora traz alguns dos cantores mais famosos de então, como os Bee Gees, Aerosmith, Earth, Wind & Fire e Peter Frampton, sendo considerada um item colecionável.

O filme, que é um musical, traz Robin cantando "Oh! Darling". Sua versão foi lançada como single em julho de 1978 e alcançou a 15ª posição nas paradas norte-americanas em setembro de 1978.

Faixas
Todas as faixas escritas e compostas por Lennon/McCartney. 

7" (RSO 2090 317 ou RS 907)
N.º Título Duração
1. "Oh! Darling"  3:29
2. "She's Leaving Home" (com Bee Gees, Jay MacIntosh e John Wheeler) 2:40
Duração total:
6:09


"Octopus's Garden" é uma canção dos Beatles composta por Ringo Starr e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início no dia 26 de abril de 1969, e foi concluída em 18 de julho de 1969. Dura 2’50”.

Origem
Durante as gravações do álbum branco, em 1968, havia muita tensão nos estúdios Abbey Road entre os quatro beatles. Em um desses episódios, Ringo Starr se chateou e abandonou as gravações. Passo seguinte, ele pegou a sua família e foi para a Sardenha, Itália. Certo dia, no iate do ator Peter Sellers, ele pediu "Fish 'n Chips" (peixe frito com batatas fritas), mas veio polvo em vez do peixe. (Mais tarde, Ringo disse numa entrevista que era bom, mas parecia borracha). Surgiu então uma conversa com o capitão da embarcação sobre os polvos. Este lhe contou que eles catavam pedras e objetos brilhantes no fundo do mar e os concentravam em um mesmo lugar, que ficava parecido um jardim. Com bases nestes fatos ele compôs a canção. Não se sabe até que ponto Harrison ajudou na canção. Esta ajuda nunca foi confirmada; porém no filme Let It Be aparece uma sequência em que são vistos os dois ensaiando a canção e Harrison mostrando algumas sequências de acordes para Starr. Os créditos da canção são todos de Starr.

A letra
A letra fala de alguém, neste caso Starr, que gostaria de estar fora da realidade diária e esconder-se no fundo do mar, no jardim do polvo, na sombra. ("I'd like to be, under the sea, in the Octopus's Garden, in the shade"). É o sentimento de estar em um lugar seguro, junto da amada e escondido de todos. ("We would sing and dance around because we know we can't be found..."). Ele e a amada estariam felizes e não haveria ninguém para dizer a eles o que fazer... no jardim do polvo.("We would be so happy, you and me, no one to tell us what to do...in the octopus's garden with you").

A gravação
A gravação teve início no dia 26 de abril de 1969, quando foram realizadas 32 tomadas. No dia 29 de abril, Ringo grava o vocal e são realizados alguns "overdubs" na voz de Ringo e no coro de Paul, George e John. No dia 17 de julho, Paul, George, John e Ringo acrescentam efeitos sonoros, alguns semelhantes aos contidos na canção "Yellow Submarine". No dia 18 de julho a gravação é concluída.

No CD Anthology 3 está incluída uma gravação de uma das tomadas (tomada 2) realizadas no dia 26 de abril de 1969. A tomada considerada melhor ("best") e que foi trabalhada é a tomada 32.

No CD Love, o produtor George Martin criou uma versão diferente da canção: a introdução de "Octopus's Garden" cantada por Ringo está em velocidade mais lenta e misturada com a orquestração de Good Night. Em seguida, a música toma a sua forma original, misturada com os alguns efeitos sonoros de Yellow Submarine.

Créditos
Ringo Starr: vocal principal, bateria e efeitos sonoros
Paul McCartney: baixo, piano e vocal de apoio
George Harrison: guitarra solo e vocal de apoio
John Lennon: guitarra rítmica e vocal de apoio


"I Want You (She's So Heavy)" é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada a dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início em 22 de fevereiro de 1969, e concluída em 20 de agosto de 1969.

A criação

Esta música foi criada para o frustrado projeto "Get Back Sessions". Chegou a ser ensaiada em Savile Row no dia 29 de janeiro de 1969.

O início de sua gravação, no dia 22 de fevereiro de 1969, abre as gravações do novo álbum Abbey Road. Esta sessão teve lugar no Trident Studios com Glyn Johns como engenheiro de som. Foram realizadas 35 tomadas. Billy Preston participou desta sessão.

No dia seguinte, 23 de fevereiro, foram selecionadas três tomadas consideradas "best" (melhores) e feito uma edição com elas.

Em 18 de abril, John Lennon e George Harrison criam vários "overdubs" de suas "riffs" de guitarras e realizam uma edição alternativa.

Em 20 de abril é adicionada órgão Hammond e congas sobre a edição de 23 de fevereiro.

Em 8 de agosto, Lennon adiciona o sintetizador Moog e efeitos sonoros (ruído branco) e Ringo Starr coloca a bateria na edição de 20 de abril.

Em 11 de agosto é adicionado o coro de Lennon, McCartney e Harrison na edição de 8 de agosto.

Em 20 de agosto, com duas edições separadas (a de 18 de abril e a de 11 de agosto), Lennon cria uma edição final, maior, com a misturas das duas. Esta torna-se a gravação master.

O dia 20 de agosto é representativo na história dos Beatles pois foi o último dia em que os quatro estiveram juntos em um estúdio de gravação.

A letra

A letra é uma das mais curtas e simples do repertório dos Beatles.

A linha geral da letra é o refrão, repetido incessantemente por John: "I want you, I want you so bad" (Eu quero você, eu quero você demais) "It's driving me mad, It's driving me mad" (Isto está me deixando louco).

No meio e no final : "She's so heavy, Heavy!" (ela é tão intensa, intensa!), cantada em coro por John, George e Paul.

A música

Esta música se destaca pelas guitarras tocadas por John e George, formando uma massa sonora típica das guitarras de heavy metal. Alguns dizem ser a primeira canção de heavy metal da história.

O seu final abrupto, editado propositalmente por John, também foi, na época, muito comentado por ser inusitado em termos musicais.

Outra coisa interessante nela é a duração de quase oito minutos: um tamanho desproporcional para as canções dos Beatles, só ficando atrás de Revolution 9.

Créditos

Créditos por Ian MacDonald.

John Lennon: vocal, vocal de apoio, guitarra solo, sintetizador moog
George Harrison: guitarra solo, vocal de apoio
Paul McCartney: baixo, vocal de apoio
Ringo Starr: bateria, congas, máquina de vento[4]
Billy Preston: órgão hammond

Here Comes the Sun é uma canção dos Beatles composta por George Harrison, que foi lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início em 7 de julho de 1969 e foi concluída em 19 de agosto de 1969. Sua duração é de 3’06".

George Harrison canta, toca violão, guitarra, sintetizador moog, e bate palmas. Paul McCartney faz o coro, toca baixo, e bate palmas. Ringo Starr toca bateria e bate palmas. Por estar se recuperando de um acidente de carro, John Lennon não participou desta música. Houve também a participação de instrumentos de orquestra: quatro violas, quatro violoncelos, um baixo, dois pícolos, duas flautas, duas flautas alto e duas clarinetas.

Segundo George, foi "composta numa manhã ensolarada" na mansão de Eric Clapton. Como em "If I Needed Someone", outra composição dele, um solo de guitarra soa durante toda a música. É uma das canções mais famosas e regravadas dos Beatles, já ganhando até versão orquestrada de flautas.


Because é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada à dupla Lennon/McCartney, e lançada no álbum Abbey Road em 1969. A gravação ocorreu no dia 1 de agosto de 1969 e foi concluída em 5 de agosto de 1969. Dura 2’45”.

John Lennon, certo dia, estava ouvindo Yoko Ono, que havia estudado piano clássico na juventude, tocar a sonata para piano n° 14, opus 27, de Beethoven, conhecida como "Sonata ao Luar". Ao ouvi-la, ele teve uma ideia: pediu para Yoko tocar os acordes invertidos, do fim para o começo. John inspirou-se na harmona resultante e compôs "Because".

Na música, John Lennon, Paul McCartney e George Harrison cantam em coro harmônico, tal como fizeram em "Yes It Is" e "This Boy". Para o resultado final, as vozes foram três vezes sobrepostas (overdub), criando um efeito de nove vozes.

John Lennon canta e toca guitarra. George Harrison canta e toca sintetizador moog, Paul McCartney canta e toca baixo. Ringo Starr estava presente durante as gravações, mas a sua participação, que se limitou a fazer a marcação do andamento, não foi registrada. George Martin participou tocando um modelo de espineta (Baldwin spinet electric harpsichord).
No CD Anthology 3 lançado em 1996, a música é apresentada só com as vozes, sem nenhum instrumento.
O mesmo se dá na abertura do CD Love, lançado em 2006.

You Never Give me Your Money é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada a dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início no dia 6 de maio de 1969, e concluída em 21 de agosto de 1969. A canção dura 4 min e 2 s.

Origem

Há quem identifique quatro músicas dentro de uma em "You Never Give me Your Money". A primeira que se inicia com "You never give me your money, you only give me your funny paper... " falaria das dificuldades passadas por Paul com a administração da Apple (o caso "Allen Klein/ Eastman"). Paul canta de modo clássico . A segunda com início no verso "Out of college money spent, see no future pay no rent...", sem ligação com o verso anterior, fala da falta de dinheiro e de um "sentimento mágico". Paul passa a cantar em tom mais forte e elevado. A terceira, com início em "One sweet dream...", Paul volta a modificar o seu modo de cantar . E a última, é cantada em coro o refrão:"One, two, three,....all good children go to heaven". Todas as parte são harmoniosas, mas bem distintas.

A gravação

A música foi basicamente gravada no dia 6 de maio. Alguns poucos acréscimos foram feitos, mas faltava definir como seria a sua ligação com a música seguinte, Sun King. Após algumas tentativas, Paul optou pelos sons de sinos, correntes, pássaros e outros efeitos sonoros, e ela foi concluída no dia 21 de agosto de 1969.

Eles fizeram 36 takes da canção, que neste ponto terminaram abruptamente imediatamente antes do refrão "One two three four five six seven".

Os músicos

John Lennon - guitarra solo e backing vocal
George Harrison - guitarra rítmica
Paul McCartney - vocal, backing vocal, baixo, guitarra rítmica, sinos, loops de fita, piano e efeitos sonoros (sintetizador Moog)
Ringo Starr - bateria, carrilhão e tamborim

Sun King é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início em 24 de julho de 1969, e concluída em 21 de agosto de 1969. Dura 2’26”. É seguida por Mean Mr. Mustard.

A ideia da música surgiu para John Lennon após a leitura de uma biografia sobre o Rei-Sol (Sun-King) Luís XIV da França, que reinou de 1643 a 1715. A letra é simples e pequena e inicia com os mesmos dizeres de Here Comes the Sun de George Harrison, "here comes the sun.....". Inclusive o nome inicial da canção era "Here Comes the Sun King" trocada em seguida para "Sun King" evitando haver confusão. O trecho final da letra mistura palavras em inglês, espanhol, italiano, português e algumas inventadas por John, formando frases sem nenhum sentido. Mais uma vez, como em Because, os três, John, Paul e George, cantam em uníssono, formando um coro de três vozes. John Lennon canta e toca guitarra e maracas. George Harrison canta e toca guitarra, Paul McCartney canta e toca baixo, Ringo Starr toca bateria e bongôs e George Martin toca órgão.

Composição

Como outras faixas do álbum a canção apresenta uma exuberante e multi-controlada harmonia vocal, cantada por John Lennon, Paul McCartney e George Harrison. O titulo provisório foi "Here Comes the Sun King" mas foi encurtado para "Sun King" para não causar confusão com a música de Harrison "Here Comes the Sun" . A música lentamente se desvanece em sons do pântano no final de "You Never Give Me Your Money". No final da canção, a musica para abrubtamente e um preenchimento de tambor por Ringo Starr leva para faixa seguinte, "Mean Mr. Mustard". Outro aspecto observado na canção é o uso de cross-chanel progressiva, ou pan estéreo e o desbotamento. A linha de guitarra principal move-se lentamente da direita para o canal esquerdo e depois volta. Isto ocorre no início da faixa, e no fim. Em uma entrevista em 1987, Harrison disse que a gravação foi inspirada pela canção "Albatross" da banda Fleetwood Mac .

Mean Mr. Mustard é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada a dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início em 24 de julho de 1969, e concluída em 21 de agosto de 1969. Dura 1’06”.

Origem

A música foi composta na Índia, em fevereiro de 1968. A letra foi inspirada em uma notícia curiosa de um jornal local a respeito de um sovina que guardava dinheiro em seu corpo (no canal do reto).

A gravação

Junto com Sun King, formam um só bloco. Apesar de não terem sido gravadas como uma só música, desde o início foram tratadas com se fossem, até a sua conclusão.

A edição

O final da música é abruptamente interrompido. A explicação é que a seqüência inicial registrada em um acetato master era: Sun King-Mean Mr. Mustard-Her Majesty-Polythene Pam. Após ouvir, Paul McCartney não gostou da ordem e pediu para retirar Her Majesty da fita master e descartá-la. O técnico de gravação, seguindo orientação da gravadora EMI de que não era para apagar nada que fosse gravado pelos Beatles, inseriu-a no fim da fita, após um certo intervalo. Nenhuma mixagem foi feita então. Desta fita master, outro acetato foi criado e o resultado, incluindo Her Majesty no final por acidente, agradou a Paul e assim ficou.

Os músicos

John Lennon - vocal principal, guitarra rítmica e piano
Paul McCartney - baixo e harmonização vocal
George Harrison - guitarra solo
Ringo Starr - bateria e pandeirola

She Came in Through the Bathroom Window é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada a dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início no dia 24 de julho de 1969, e concluída em 21 de agosto de 1969. A canção dura 1 min e 57 s.

Origem

A música teve um pré-gravação no dia 22 de janeiro de 1969 durante uma sessão do frustrado projeto "Get Back" com o nome de "Bathroom Window", nos estúdios da Apple Studios em Savile Row, 3. Este ensaio saiu na edição do Anthology 3. Mas para o álbum Abbey Road, a música foi gravada no dia 24 de julho de 1969, e concluída em 21 de agosto de 1969.

A gravação

Junto com Polythene Pam de autoria de John Lennon, formam um só bloco, e foram gravadas juntas. É introduzida por um grito de aviso de Paul: "Oh! Look out! She came in through the bathroom window." (Atenção! Ela entrou através da janela do banheiro.).

A letra se refere a uma fã que invadiu o apartamento de Paul.

A origem desta canção de Paul McCartney nunca foi confirmada. Dizem que Linda deu sua filha Heather, então uma criança pequena, para o namorado Paul cuidar enquanto ia ao trabalho. Quando Linda voltou ao apartamento, o músico estaria tão drogado que não a deixava abrir a porta. Ela então teve de usar a escada de incêndio e entrar pela janela do banheiro.

Os músicos

Paul McCartney - vocal principal, baixo
John Lennon - violão de 12 cordas e vocal de apoio
George Harrison - guitarra solo e vocal de apoio
Ringo Starr - bateria, pandeirola e maracas.

Golden Slumbers é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada a dupla Lennon/McCartney, e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início em 2 de julho de 1969, e concluída em 19 de agosto de 1969. Dura 1’31” e é seguida, sem intervalos, por Carry that Weight. Na realidade, as duas músicas foram gravadas juntas, como se fossem uma só música.

Paul McCartney criou a canção baseado em um verso do poeta renascentista inglês Thomas Dekker de 1606, que ele viu no caderno de música de sua irmã Ruth.

Golden slumbers kiss your eyes,
Smiles awake you when you rise.
Sleep, pretty wantons, do not cry,
And I will sing a lullaby.
Rock them, rock them, lullaby.
Care is heavy, therefore sleep you;
You are care, and care must keep you;
Sleep, pretty wantons, do not cry,
And I will sing a lullaby:
Rock them, rock them, lullaby.
-- Thomas Dekker

A canção tem o início semelhante a The Fool on the Hill do álbum Magical Mystery Tour, e é em forma de canção de ninar.

Os Músicos

Paul McCartney - vocal principal e piano
George Harrison - baixo
Ringo Starr - bateria e tímpanos.
John Lennon não participou da gravação por estar em convalescença de um acidente de carro na Escócia.

A parte orquestral é composta por: 12 violinos , 4 violas, 3 trompetes, um trombone, um trombone baixo e 4 cornetas. O arranjo é de George Martin.

"The End" é uma canção dos Beatles, lançada no álbum Abbey Road de 1969. Foi iniciada em 23 de julho de 1969 com o nome provisório de "Ending". Tem 2 min e 19 s (dois minutos e dezenove segundos) de duração e originalmente era para ser a última canção do álbum, não fosse a inclusão "acidental" de "Her Majesty". É iniciada com o refrão "Oh, yeah! Alright! Are you gonna be in my dreams tonight?", em seguida vem um solo de bateria de Ringo Starr que dura dezesseis segundos - o único de todas as músicas gravadas pelo quarteto. Em seguida, Paul McCartney, George Harrison e John Lennon, nesta ordem, revezam-se em solos de guitarra de quatro segundos cada um, em três blocos. Então vem uma entrada de piano e o refrão "And in the end, the love you take is equal to the love you make", entrando em seguida uma orquestra e encerrando a canção. Apesar da grande participação de Harrison e Starr, a música é creditada à dupla Lennon/McCartney.

Também aparece no disco dois do Anthology 3, mesclada com "A Day In The Life".

Her Majesty é a última música do disco Abbey Road dos Beatles, gravado em 1969 e dura somente 23 segundos. É a menor música lançada oficialmente pelo quarteto. Composta por Paul McCartney, foi gravada só por ele nos estudios Abbey Road em Londres, no dia 2 de julho de 1969. Não programada para constar no álbum, por ter sido descartada pelo autor, foi incluída no fim da fita master pelo assistente de gravação e gravada por engano com o restante das músicas do disco. Após a audição da gravação master, Paul McCartney gostou e aprovou a sua inclusão do jeito que ficou. A letra, irônica, fala de "Sua Majestade" (Her Majesty), a rainha da Inglaterra. Paul McCartney canta e toca um violão como acompanhamento. No vinil lançado, a música não constou dos créditos. Isto só veio a acontecer com o lançamento do disco no formato CD.

Versões

Alguns músicos que gravaram esta música:

Chumbawamba (duração 1:48)
Eric Roza (duração 2:15)
Peter Combe (duração 2:19)
Tok Tok Tok (duração 0:22)
Dave Matthews (duração 0:29)
Beatallica (duração 1:20)


Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Abbey_Road

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Roberto Carlos - Quero que vá tudo pro inferno

  O ano era 1965. Eu morava em Vila Isabel, tinha apenas 15 anos. Tinha um programa na Rádio Tamoio AM, chamado Músicas na Passarela. As mús...