Arte da capa
A capa do trabalho foi concebida pelos artistas de pop art Peter Blake e Jann Haworth, a partir de um desenho em tinta de McCartney. A direção de arte ficou a cargo de Robert Fraser e a fotografia, de Michael Cooper. A frente do LP inclui uma colagem colorida, marcada pela presença do quarteto em fantasias, a representar o grupo fictício Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, à frente de um grupo de recortes de papelão de pessoas famosas em tamanho real. Segundo o biógrafo Jonathan Gould, os bigodes espessos usados pelos Beatles refletiam a crescente influência das tendências de estilo hippie, enquanto que as vestimentas "falsificavam a moda britânica para fardamentos militares". O grupo posa ao centro em frente a uma pele de bateria, na qual o artista Joe Ephgrave pintou o título do disco. À frente da pele, está um arranjo de flores em que se lê "Beatles". O quarteto veste-se de uniformes de cetim e coloridos em day-glo. A indumentária foi confeccionada pela empresa de figurinos para teatro M. Berman Ltd., de Londres. As letras das canções do álbum foram impressas por completo na contracapa, a primeira vez em que isso foi feito em um LP de rock.
Em 30 de março de 1967, foi realizada uma sessão de fotos com Cooper, que também produziu as imagens da contracapa e do encarte, as quais o musicólogo Ian Inglis acredita transmitir "um óbvio e imediato 'calor'... que as distanciam da esterilidade e artificialidade típica de tais imagens [produzidas em estúdios de fotografia]."McCartney explicou: "Uma das coisas que mais nos interessava naqueles tempos eram mensagens visuais... Então, [na sessão] para a foto interna de Michael Cooper, nos dissemos, 'Agora, olhe para essa câmera e diga um real "eu te amo!" De fato, tente sentir amor; dê amor nisso! Vai dar certo; Vai transparecer; É uma atitude.' E foi o que aconteceu, se você olhar para ela [a foto], você vai ver nos [nossos] olhos o grande esforço."A luva interna do álbum apresenta arte do coletivo neerlandês de design gráfico The Fool, que evitou pela primeira vez o uso de papel branco comum em favor de um tipo de material com padrão abstrato de ondas de castanho, vermelho, rosa e branco. Inclusos ao trabalho como presentes bônus, estavam uma folha de recortes de papelão criada por Blake e Haworth, um retrato em tamanho de postal de Sgt. Pepper baseado em uma estátua da casa de Lennon que foi usada na capa principal, um bigode falso, dois conjuntos de insígnias de sargento, dois emblemas de lapela e um modelo para recortar dos Beatles em seus uniformes de cetim. Moore acredita que a inclusão desses itens ajudou os fãs a imergir no universo do disco e da banda fictícia.
A famosa colagem da capa incluiu 57 fotografias e nove trabalhos em cera que retratam uma diversidade de personalidades famosas, entre atores, esportistas, cientistas, pensadores, por exemplo, e até mesmo – a pedido de Harrison – os gurus Mahavatar Babaji, Lahiri Mahasaya, Sri Yukteswar Giri e Paramahansa Yogananda da Self-Realization Fellowship. Inglis vê o quadro "como um guia da topografia da cultura daquela década", denotando uma crescente democratização na sociedade, pela qual as "tradicionais barreiras entre 'alta' e 'baixa' cultura estavam a ser corroídas."Adolf Hitler e Jesus foram solicitados por Lennon, mas foram, ao final, rejeitados. Quando Paul foi perguntado sobre o porquê do quarteto não ter incluído Elvis Presley, foi dada a resposta: "Elvis era muito importante e muito acima do resto para ser até mesmo mencionado... então nós não colocamos ele na lista, já que ele era mais que um mero... cantor pop, ele era Elvis, o Rei. "O custo final da arte da capa foi de aproximadamente £3,000 da época, uma vultosa soma em um tempo onde capas do gênero custavam normalmente cerca de £50. Pelo seu trabalho em Sgt. Pepper, o então casal Blake e Haworth conquistou um prêmio Grammy em 1968 na categoria "Melhor Capa de Álbum".
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